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Petróleo

Energia que vem do fundo do oceano: saiba como funciona uma plataforma de petróleo em alto mar

  Saiba como funciona uma plataforma de petróleo

Saiba como funciona uma plataforma de petróleo

Quando abastecemos nosso carro ou compramos novas escovas de dente, estamos consumindo produtos derivados do petróleo. Mais presente no cotidiano do que podemos imaginar, o petróleo precisa de um longo processo de exploração e produção até chegar nos postos de combustíveis ou nas gôndolas da farmácia em forma dos mais variados produtos.

A primeira imagem que vem à cabeça quando pensamos em exploração e produção de petróleo são as plataformas no meio do mar, mas o que vemos é apenas uma pequena parcela do gigantesco mundo que se esconde a quilômetros de distância da costa.

Para cada profundidade, um tipo de plataforma

Dependendo da profundidade em que se encontra a reserva de petróleo, as plataformas podem ser fixas ou flutuantes (nessa categoria, encontram-se as plataformas chamadas semissubmersíveis, FPSO (Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência) e a TLWP (plataforma de pernas tensionadas). Para poços a até 300 metros de profundidade, usa-se plataformas fixas, que ficam ligadas ao subsolo oceânico por ‘pilares’. Para profundidades superiores a 300 metros, faz-se necessário o uso de plataformas flutuantes. Esse tipo possui cascos como os de um navio e é o modelo mais utilizado para produzir na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, onde se chega a quase 2 mil metros de profundidade.

Diferente das plataformas fixas, as plataformas flutuantes não têm pilares presos ao fundo do mar, mas isso não quer dizer que elas ficam à deriva no oceano. Âncoras especiais ficam cravadas no solo oceânico. Feitos de poliéster (um material derivado do petróleo), os cabos de ancoragem ajudam a manter a plataforma em sua localização, em cima dos poços de onde extrai o petróleo.  As plataformas flutuantes também precisam de uma estrutura que garanta a estabilidade necessária para a operação e, para isso, tecnologias avançadas são utilizadas para que as embarcações se ajustem de forma segura à ondulação do oceano.

O processo de exploração e produção

No solo oceânico, na chamada boca do poço de petróleo, encontra-se a ‘árvore de natal molhada’ que é um equipamento enorme e de altíssima tecnologia, composto por um conjunto de válvulas responsável por centralizar as tubulações que penetram no subsolo em vários pontos de extração do poço. A partir dessa instalação, uma mistura de gases, petróleo e água que sai do poço é enviada para a plataforma. Esse percurso pode atingir mais de 2 quilômetros de extensão.

Assim que chega, essa mistura é separada por uma série de equipamentos e cada elemento tem um destino: a água, depois de tratada, é devolvida limpa ao mar; o petróleo e o gás natural são mandados para a costa e os gases não aproveitados são queimados ou reinjetados nos poços por meio de uma tecnologia que ajuda a reduzir a emissão de CO2 na atmosfera e a proteger o meio-ambiente.

O gás natural é levado até a costa por meio de gasodutos fixados no fundo do mar, que chegam a percorrer mais de 120 quilômetros. Caso não seja possível a construção dos dutos, o gás natural passa por um processo de liquefação para ser transportado, chegando a atingir 160 graus abaixo de zero. Através deste processo, consegue-se reduzir o volume em até 600 vezes, ajudando no transporte via navios metaneiros. Quando chega no porto, esse material é encaminhado a terminais de armazenamento e regaseificação para distribuição.

Já o petróleo pode ser enviado por oleodutos ou retirado por embarcações. Nesse caso, ele pode ser estocado em um tanque flutuante que fica fixado a cerca de 2 quilômetros da plataforma.

Tecnologia a favor da segurança dos funcionários

Antes, a vistoria das tubulações e dos cascos era feita por mergulhadores. Hoje, com avanços tecnológicos, a maior parte da inspeção emanutenção é feita remotamente por robôs. A limpeza do interior das tubulações também segue o mesmo padrão tecnológico.

O dia a dia dos funcionários nas plataformas

Diariamente, o heliponto, localizado na área mais segura da plataforma, recebe funcionários que ficarão ‘hospedados’ por aproximadamente 14 dias consecutivos trabalhando no cidade flutuante. Para recebê-los, uma estrutura de restaurantes, dormitórios, academia de musculação, sala de TV e de jogos é montada para lhes garantir o maior conforto.  

Para começar a produzir petróleo em um novo campo, leva-se até 10 anos, e depois se passa cerca de 30 anos produzindo a sua reserva. Além de tempo, o processo de exploração e produção de cada plataforma envolve milhares de pessoas que, direta e indiretamente, trabalham dia e noite no setor de óleo e gás.

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