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Meio ambiente

Setor de óleo e gás capta e armazena carbono para conter efeito estufa

  A iniciativa de captura e armazenamento tem como objetivo prático deter o dióxido na própria fonte e guardá-lo no subsolo

A iniciativa de captura e armazenamento tem como objetivo prático deter o dióxido na própria fonte e guardá-lo no subsolo

A captura e armazenamento de carbono é uma das principais estratégias para frear emissões de gases industriais que provocam o efeito estufa. A técnica ganha espaço no setor de óleo e gás, a fim de reverter diagnósticos pessimistas para o futuro. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em outubro deste ano, panoramas severos de crise climática já são previstos para 2040, com secas intensas, inundações de áreas costeiras e elevação do aquecimento global em 1,5ºC.

Controlar as emissões de dióxido de carbono (CO2) é uma medida importante porque o alto teor do gás na atmosfera contribui para o efeito estufa. O dióxido nasce a partir da queima de qualquer combustível que contenha carbono. Por isso, empresas de óleo e gás têm suas atividades envolvidas diretamente com a emissão desse gás. A iniciativa de captura e armazenamento, portanto, tem como objetivo prático deter o dióxido na própria fonte e guardá-lo no subsolo.

A primeira etapa é separar o CO2 dos outros gases de combustão e da fumaça. Depois de captado, o dióxido é transportado para locais específicos e injetado em formações geológicas, onde não consegue escapar. O transporte é feito por gasodutos, navios ou petroleiros, para instalações a vários quilômetros abaixo do nível do mar ou do solo. O dióxido, então, é armazenado sob pressão, em locais como campos finais de petróleo e gás ou camadas profundas de rocha porosa impregnada de água salgada.

Iniciativa já é realidade

A captação, o transporte e o armazenamento de CO2 têm sido um desafio para o setor petrolífero no mundo. Para viabilizar essa tecnologia, foram estabelecidas legislações e normas com critérios técnicos, sociais e ambientais. Segundo relatório da União Europeia divulgado em 2012, espera-se que a aplicação comercial em larga escala dessa técnica às emissões industriais, como siderúrgicas e cimenteiras, seja uma realidade a partir de 2030.

A Europa é reconhecida como uma das líderes mundiais no desenvolvimento dessas ações. A Noruega, por exemplo, já pratica a captação e armazenamento de gás carbônico desde 1996. Estados Unidos e Canadá também estão na lista de países que já adotaram a iniciativa.

No Brasil, a Petrobras realiza pesquisas relacionadas à área desde 2004. Em 2015, a estatal anunciou o desenvolvimento de tecnologias de pré-combustão, pós-combustão e oxi-combustão, ou seja, diferentes formas para capturar o dióxido de carbono. Segundo o Relatório Sustentabilidade da empresa, com informações até o ano passado, houve redução de gases de efeito estufa entre 2013 e 2017, quando o número caiu de 74,2 milhões de toneladas de CO2 para 67 milhões. Já a emissão direta de dióxido de carbono diminuiu de 67,8 milhões de toneladas em 2013 para 62,7 milhões em 2017.

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