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Conheça o Marem: Mapeamento Ambiental para Resposta de Emergência no Mar

  Todos os dados e informações gerados pelos projetos são consolidados em um banco de dados que permite uma análise detalhada e ágil da região ocasionalmente afetada por um derramamento de óleo

Todos os dados e informações gerados pelos projetos são consolidados em um banco de dados que permite uma análise detalhada e ágil da região ocasionalmente afetada por um derramamento de óleo

Além das suas dimensões continentais, o Brasil possui uma imensa costa voltada para o Oceano Atlântico com mais de 7 mil quilômetros. Essa magnitude também existe na biodiversidade de fauna e flora presentes.

Pensando em preservar esse bioma, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para a capacitação e aprimoramento do processo de avaliação de impactos ambientais e o aperfeiçoamento da gestão ambiental ligados ao setor de óleo e gás.

Todos os dados e informações gerados pelos projetos são consolidados em um banco de dados que permite uma análise detalhada e ágil da região ocasionalmente afetada por um derramamento de óleo. Esse banco de dados recebe o nome de Mapeamento Ambiental para Resposta de Emergência no Mar, conhecido também como Marem.

O Acordo é responsável pela criação de dois projetos: um de Proteção e Limpeza da Costa e outro de Proteção à Fauna. Ambos atuam no levantamento de dados ambientais do litoral e ilhas costeiras do Brasil e funcionam como suporte para planejamento e gestão de uma operação de resposta a acidentes que envolvam derramamento de óleo no mar. Esse trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar e que é referência no assunto. Dentre os objetivos dos programas, está:

- a identificação de trechos da costa que devem ser prioritariamente protegidos;
- avaliação de condição de acesso para equipes operacionais;
- apresentação de estratégias recomendadas para a proteção da costa e limpeza do litoral;
- identificação de espécies vulneráveis e que devem ser prioritariamente protegidas;
- identificação de áreas que devem ser prioritariamente protegidas;
- criação de banco de dados com informações georreferenciadas que serviriam como guia estratégico no caso de uma emergência.

O Coordenador do MAREM e Gerente de Sustentabilidade, Segurança e Resposta a emergência da Equinor Brasil, Diogo Sandy completa que, “a partir do MAREM, a indústria de exploração e produção de óleo e gás e as autoridades competentes passam a contar com uma importante ferramenta para o planejamento, priorização de ambientes, espécies e áreas a serem protegidas, bem como para a tomada de decisão mais eficiente das melhores estratégias de respostas a serem adotadas em caso de acidentes, visando a máxima proteção ao meio ambiente”


Desde que foi assinado em 2013, o Acordo de Cooperação Técnica já mapeou 19 estados, 282 municípios, 2.139 localidades litorâneas e 1.006 ilhas costeiras. Sobre a fauna, já foram coletadas informações de 4.343 espécies, sendo 120 espécies e 78 áreas consideradas prioritárias.

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